Risco da Desassistência dos Beneficiários na Saúde Suplementar: Entenda

Documento do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem alerta para práticas que podem deixar pacientes sem acesso a exames essenciais.

Um relatório desenvolvido pela Assessoria Econômica do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), aponta que operadoras de planos de saúde têm praticado cortes sistemáticos e ilegais nos preços pagos a prestadores de exames de imagem. Segundo o documento, as propostas de remuneração oferecidas atualmente estão abaixo do custo de operação das clínicas, criando um risco real de que os beneficiários fiquem sem prestadores de diagnóstico por imagem em suas redes credenciadas.

A principal estratégia denunciada é o chamado pagamento “por paciente”: em vez de remunerar cada exame realizado, as operadoras passaram a propor o pagamento de um valor único por paciente atendido, independentemente da quantidade de exames efetuados na mesma visita. Como é clinicamente comum que um mesmo paciente realize múltiplos exames em uma consulta — por exemplo, raio-X de tórax combinado com tomografia —, essa mudança representa, na prática, uma redução efetiva de 30% a 40% sobre tabelas de preços já defasadas.

O documento também aponta violação direta da Resolução Normativa ANS nº 503/2022, que proíbe em seu art. 5º, inciso VIII, que operadoras adotem “formas de reajuste que mantenham ou reduzam o valor nominal do serviço contratado”. Estudos da Assessoria Econômica do próprio CBR apontam margens negativas em exames tradicionais como o raio-X que variam de -38,42% a -74,87%, resultado de décadas de defasagem frente à inflação de custos do setor.

O impacto direto sobre os usuários de planos de saúde pode ser severo. Se prestadores de diagnóstico por imagem continuarem a descredenciar-se em massa das redes, por inviabilidade financeira, os beneficiários poderão enfrentar filas mais longas, deslocamentos maiores ou simplesmente a ausência de prestadores em sua região.

O documento lembra que a responsabilidade legal pelo acesso aos exames é das próprias operadoras. A Resolução Normativa ANS nº 566/2022 determina que o acesso a exames de diagnóstico de rotina deve ser garantido em até 10 dias úteis e, para procedimentos de alta complexidade, em até 21 dias úteis. Descumprir esses prazos por falta de rede credenciada constitui infração regulatória.

Diante do cenário, a Assessoria Econômica do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem orienta seus associados a recusarem propostas contratuais abaixo do custo e a realizarem análise financeira detalhada antes de assinar qualquer contrato com operadoras. A entidade alerta que “as operadoras só deixarão de cortar preços quando não encontrarem mais prestadores dispostos a aceitar valores inviáveis”.

O CBR também disponibiliza um canal para denúncias de práticas abusivas, com garantia de sigilo ao denunciante, e avalia a proposição de Ações Civis Públicas contra operadoras que persistam nas práticas ilícitas.

Fonte:
As informações são baseadas no documento Risco da Desassistência dos Beneficiários na Saúde Suplementar, produzido pela Assessoria Econômica do CBR e assinado por Carlos Moura (CRA-SP 149.312).

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Módulo 01 - Oportunidades e Tendências do Mercado da Saúde Suplementar

Vital para o bom desempenho de qualquer empresa, que seus gestores conheçam com profundidade o mercado em que atuam para desenvolverem um planejamento estratégico adequado e realista, que possua um tempo de resposta adequado a velocidade das mudanças.

O mercado da Saúde Suplementar ter sofrido fortes mudanças devido ao risco da sustentabilidade financeira, temos tido muitas mudanças nas regulações, verticalização das operadoras de saúde, aumento da coparticipação dos beneficiários, novos modelos de remuneração estão surgindo, indústria que são os grandes consumidores dos planos de saúde estão buscando formas de reduzir o custo através da Atenção Primária a Saúde entre outros acontecimentos.

Precisamos conhecer quem são os principais “players” do mercado e como funciona a dinâmica entre eles. Quanto mais entendermos e estivemos atualizados com os acontecimentos, melhor podemos traçar ações e planejamentos que reduzam os riscos e absorvam as oportunidades criadas com estas mudanças.

Conteúdo programático

Horário1ª aulaProfessor
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Players da Saúde Suplementar no Brasil

  • Principais Entidades Públicas e Privadas
  • Tabelas de Procedimentos Médicos na Saúde Suplementar
  • Histórico e Dinâmica das Tabelas de Procedimentos Médicos
  • Histórico e Dinâmica das Tabelas de Materiais e Medicamentos
  • Impacto do COPISS na Saúde Suplementar
  • Importância do COTAQ nos Programas de Qualidade
  • Gestão da COSAUDE na Cobertura Assistencial Obrigatória (Rol ANS)
  • Como Funcionam as Diretrizes de Utilização Para Cobertura de Procedimentos (DUTs)
  • Importância do CONITEC na Inclusão de Novas Tecnologias em Saúde
Carlos Moura
17h00 – 17h40Intervalo – Coffee break
Horário2ª aulaProfessor
17h40 – 20h00

Principais Regulações do Seguimento

  • As Constantes Metamorfoses da Saúde Suplementar
  • Principais Legislações do Segmento
  • O Histórico do Desconto Escalonado da CBHPM
  • Tratamento de Denúncias Anônimas no CADE
  • PIS e COFINS para Clínicas no Lucro Real
  • Enquadramento de Clínicas no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica
  • O Conceito e a Aplicabilidade da Telerradiologia
  • Os Benefícios da Terceirização da Área Fim
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Carlos Moura

Administrador de Empresas com MBA em TI pela USP e Curso Internacional de Desenvolvimento de Talentos Humanos pela Universidade Central da Flórida. Amplo conhecimento do mercado brasileiro de medicina diagnóstica, Assessor Econômico do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, participante do Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPISS), e membro da Comissão de Acreditação em Diagnóstico por Imagem (CADI) do Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem (Padi). Sócio da Moura Assessoria, empresa de Assessoria de Gestão na área de Medicina Diagnóstica.

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Rodolfo Siqueira

Graduação em Administração de Empresas com ênfase em Tecnologia da Informação, profissional com mais de 12 (doze) anos de experiência no mercado brasileiro de saúde suplementar. Ocupou cargos de lideranças nas áreas de Controladoria e Comercial na quarta maior empresa de Medicina Diagnóstica do mundo (DASA). Atua como Gerente de Assessoria de Gestão na Moura Assessoria de Gestão em Saúde.